SSP/SC

Reconhecimento facial, força-tarefa e consultoria: órgãos de segurança anunciam medidas para reforçar o combate aos furtos em Florianópolis

Mesmo apresentando queda de 9,3% neste início de ano, o crime de furto vem causando transtornos a comerciantes de algumas regiões da capital catarinense. Esse foi o relato apresentado pelo presidente da Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF), Célio Bernardi, durante reunião realizada nesta quinta-feira, 12, com representantes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-SC), da Polícia Militar e da Polícia Civil. O encontro teve como objetivo promover a união de esforços entre as instituições de segurança pública e a sociedade civil organizada na busca por soluções para minimizar o problema.

O secretário da Segurança Pública de Santa Catarina, coronel Flávio Graff, reconheceu que o furto é uma prática criminosa que, além de causar prejuízos e incômodos às vítimas, gera retrabalho frequente para as forças policiais. Segundo ele, como o furto é um crime que não envolve violência contra a pessoa, a legislação permite que o indivíduo responda em liberdade, ainda que preso em flagrante, fato que acaba gerando uma sensação de impunidade na população. Graff também destacou os prejuízos aos cofres públicos, como nos casos de furtos de cabos elétricos.

“Embora os números levantados pela nossa Diretoria de Inteligência apontem uma redução de 468 casos no período de 1º de janeiro a 11 de março, em comparação com o mesmo período do ano anterior, o furto é um delito que provoca grande sensação de insegurança, principalmente quando é vivenciado diversas vezes pela mesma vítima. Por isso, já estamos adotando medidas necessárias e não vamos facilitar a vida desses marginais. Faço minhas as palavras do governador Jorginho Mello e afirmo que aqui não é lugar para bandido”, disse.

Graff anunciou que a SSP-SC vai estabelecer uma parceria com a ACIF para a instalação de câmeras de videomonitoramento com tecnologia de reconhecimento facial em pontos estratégicos da cidade. De acordo com o secretário, um projeto-piloto já está em andamento na região de Jurerê. Entidades civis disponibilizaram a estrutura e os equipamentos, enquanto a SSP-SC fará o cruzamento das imagens captadas com o Banco de Perfis de Foragidos da Justiça, ampliando a eficiência na identificação de criminosos.

Mais efetivo e operações

O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Emerson Fernandes, destacou o reforço no efetivo policial em Florianópolis com a contratação de 150 militares temporários, o que deve garantir maior presença em áreas consideradas críticas. Os profissionais serão distribuídos em pontos estratégicos da Ilha. Fernandes anunciou ainda o retorno de operações programadas, como as ações “Alta Tensão” e “Fio Desencapado”, voltadas ao combate à receptação de cabos elétricos e hidrômetros furtados.

A Polícia Militar também orienta os comerciantes sobre a importância da adoção de medidas preventivas de segurança para aumentar a proteção dos estabelecimentos. O comandante do 1º Comando Regional de Polícia Militar, tenente-coronel Dhiogo Cidral de Lima, informou que a corporação oferece um serviço de consultoria pós-crime aos comerciantes que são vítimas recorrentes desse tipo de delito. Durante o atendimento, são identificadas as vulnerabilidades do local e apresentadas recomendações de procedimentos de segurança.

Força-tarefa para ampliar prisões

O delegado-geral da Polícia Civil, Marcelo Nogueira, assumiu o compromisso de fortalecer as equipes de investigação, com o objetivo de retirar das ruas criminosos reincidentes, alguns com dezenas de passagens policiais pelo crime de furto, entre outros. Para isso, anunciou a criação de uma força-tarefa destinada à concentração e análise de casos, estratégia que, segundo ele, permitirá reunir provas mais consistentes contra os suspeitos.

“A atuação das equipes de investigação de furtos precisa ser feita no atacado, com produção de provas robustas para garantir a prisão desses indivíduos e evitar que continuem entrando e saindo da delegacia como se fossem impunes”, afirmou.

Também participaram da reunião o diretor de Polícia Civil da Grande Florianópolis, delegado Pedro Mendes; o diretor de Inteligência da SSP-SC, tenente-coronel João Tanan; o gerente de Inteligência da Polícia Civil, delegado Raphael Werling; e o gerente de Reconhecimento Facial da SSP-SC, Ewerton Wiezbicki.

Rafael Pereira Cardoso
Assessor de Comunicação
Secretaria de Estado da Segurança Pública
Contato: (48)3665-8393 | imprensa@ssp.sc.gov.br

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