(08.03.2020) As conquistas das mulheres, especialmente no campo do trabalho transformam, cada vez mais, o dia 8 de março em uma data comemorativa. Na área da segurança pública, onde ainda predomina o homem e até pelo fato de se tratar de atividades de alto risco, os espaços alcançados pela mulher, são frutos de muita dedicação, esforço e reconhecimento. Em vários aspectos, as mulheres se destacam de forma a estimular progressivamente, não só o seu acolhimento, mas especialmente o reconhecimento profissional.


Nos quadros da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Instituto Geral de Perícias, as mulheres ocupam importantes funções e até mesmo em posições de frente, seja no combate à criminalidade ou no enfrentamento de situações de sinistros. 

 


Exemplo destas mulheres encontramos a Cabo Maria Gabriela da Cunha, que ingressou no Corpo de Bombeiros Militar no ano de 2010, no Grupamento de Piratuba, no Oeste do Estado, onde desenvolveu atividades nas áreas operacionais e técnicas. Segundo ela, não só o fato de em muitas situações integrar o grupo numericamente minoritário, mas muitos outros desafios foram bravamente superados com o seu empenho. É uma das poucas mulheres da corporação que possui habilitação categoria “D”, que lhe permite dirigir caminhões. 

 


Atualmente ela trabalha junto ao comando do 1º. Batalhão, no Estreito, mas ainda atua em regime de escala, no serviço operacional externo. De acordo com Gabriela, o reflexo das atividades do serviço operacional atinge, especialmente o emocional do combatente. 


Determinadas circunstâncias são bastante difíceis de serem superadas. Mas também existem recordações que lhes são muito gratas. Uma delas foi o atendimento de uma criança engasgada. O trabalho da bombeira foi determinante para o salvamento do bebê. Como reconhecimento, dias depois recebeu a visita da mãe da criança no quartel, que lhe trouxe além do abraço, uma caneca que permanece sob sua mesa como recordação daquele dia. 

 


Já para Ana Cláudia Stangherlin, que ingressou como escrevente na Polícia Civil no ano de 93 e no ano seguinte passou para o concurso de Escrivã, os mais de 23 anos de trabalho em delegacias, enfrentando toda sorte de situações, foram de plena realização. 


De acordo com Ana Cláudia, que hoje trabalha no SEGEP - Setor de Gestão de Pessoas da SSP, neste período não permaneceu apenas nos cartórios das delegacias. Em muitas ocasiões participou dos trabalhos de campo. “O serviço exige muito da estrutura profissional e emocional”, conta. Evidentemente que, ao ingressar na instituição, todos recebem treinamentos específicos para o enfrentamento de situações comuns da atividade policial. 


Ana Cláudia iniciou suas atividades no Setor de Identificação da Delegacia Regional de Criciúma, depois pela Delegacia de Tubarão e mais tarde pela DEIC (Combate de roubo a banco), 6ª Delegacia (Da mulher, criança e do adolescente), 3ª Delegacia da Capital, Central de Plantão de Polícia e atualmente no SEGEP. 

 

 

A enfermeira Thais Boing Batista Sommer ingressou na Polícia Militar em 2017, atuando por nove meses no 16º. Batalhão de Palhoça. De acordo com ela, o impacto entre as atribuições da enfermagem com a de policial operacional foi bastante grande. Mas como experiência, tanto no aspecto do acolhimento, quanto na rotina, foram gratificantes. 


Ela destaca que pelo fato de ser mulher, até para não sofrer qualquer distinção escolheu como nome de guerra o sobrenome Boing ao nome de Thaís. A opção deu-se porque gostaria de participar de todas as atividades dos colegas do sexo masculino. De fato, atuou em muitas operações nas ruas, onde teve que se impor. Ela revela que a exposição da mulher policial é maior do que a dos homens. Mas o que guarda até hoje é o reconhecimento da comunidade pelos serviços prestados. 
Soldado Boing atuou no programa Rede Catarina e pode colaborar com muitas famílias e vítimas de agressões. Hoje destacada para a Divisão de Saúde da Diretoria de Saúde Psicossocial da PM, consegue conciliar a sua atividade de enfermeira com a carreira policial militar. 

 


No Instituto Geral de Perícias encontramos a auxiliar de medicina Legal Thayse Patrícia Kraus, enfermeira de formação, que ingressou na instituição em 2009. Ela conta que no início encontrou muita resistência, até porque foi uma das primeiras mulheres na função. O trabalho era realizado, em geral por homens e mais maduros. 


Ouviu muitos comentários, como: “Você não vai dar conta”, “Isso não é coisa para mulher”,  “Tem certeza de que quer fazer isso, mesmo?”. Mas nada disso a impediu de seguir determinada. Thayse lembra que em sua primeira ocorrência ela teve que assumir o volante de uma viatura do IML e enfrentar o transito da Capital com sirene ligada. “Foi difícil”, confessa.


Passados 10 anos, a auxiliar médica avalia que a realidade do IGP é bem outra. “Atualmente a maioria do pessoal que exerce esta função é constituída de mulheres e a gente se dá conta que prevaleceram a imposição, capacidade e competência.

 

Texto: Sérgio Rosa - Ascom/SSP

Fotos: Johatan Tavares - Ascom/SSP

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