(06.11.2019) Os peritos e os técnicos que tomaram posse no início de outubro tiveram nesta quarta-feira (06/11) aula teórica e prática de papiloscopia. Desde o final de outubro, as aulas do curso de formação estão acontecendo no Centro de Ensino da Polícia Militar. Os cursos, de acordo com cada especialidade terão duração média de dois meses, de aulas presenciais e à distância, além de um estágio supervisionado, totalizando 650 horas/aula.

Depois de mais de meio dia de aula teórica, eles tiveram oportunidade de conhecer e manusear com o material usado nos levantamentos papiloscópicos. São pós comuns nas cores preta e branca, além dos pós metálicos e magnéticos. Estes últimos, usados em superfícies específicas.

A professora Simone Macedo Ramos, papilostocopista do Instituto Geral de Perícias reuniu a turma em uma sala, onde distribuiu sobre as mesas diversos objetos, como latas de refrigerantes, garrafas, vidros de embalagens de perfumes e de conserva e outro tanto de embalagens plásticas. Todo este material foi manuseado por outras pessoas e apresentado ao grupo para iniciar o trabalho.

A história da papiloscopia revela evidências de que é conhecida desde a pré-história. Na Nova Escócia foi descoberto um desenho feito por nativos pré-históricos, de uma mão com uma digital em espiral. Em 1696, o professor de anatomia da Universidade de Bolonha, na Itália, utilizou um microscópio para estudar a superfície da pele e percebeu os cumes elevados na região dos dedos, os quais os descreveu como “da laçada a espirila”.

Mas bem antes dos cientistas forenses estudarem as impressões digitais, a única forma de identificação usada tinha o objetivo de estigmatizar os criminosos. Ao serem descobertos, eles recebiam marcas, tatuagens e cicatrizes. As cicatrizes, na verdade, eram provocadas com ferro em brasa.

Mas foi em 1879 que o primeiro método científico de identificação foi desenvolvido pelo francês Alphonse Bertillon. De lá para cá, a técnica vem sendo cada vez mais aprimorada. Durante a aula desta quinta-feira, o aluno perito Luiz Gabriel, formado em engenharia Mecânica, se mostrou empolgado com a capacidade de se proceder o levantamento papiloscópico. “Eu entendia que as técnicas fossem bastante restritas, mas é surpreendente o que o trabalho da perícia é capaz de realizar”.

 

Texto e fotos: Assessoria de Comunicação SSP (ASCOM)

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